Há muito tempo atrás, uma amiga me indicou um livro de fantasia que, segundo ela, continha muitas cenas hot. E eu, como a boa amante de literatura erótica que sou, guardei o nome do livro para ler posteriormente.

    Porém, como qualquer ser humano, me esqueci do nome, da capa, de qualquer coisa que me remetesse a estória e durante minha busca para encontrá-lo, me deparei com "Jovens de Elite".

    Comecei a leitura achando que tinha encontrado o que tanto procurava, no entanto, me deparei com algo completamente diferente. E ouso dizer, um diferente bom.

    Foi o meu primeiro contato com as estórias da Marie Lu, e surpresa foi um dos sentimentos que mais prevaleceram enquanto devorava as palavras do livro.

    Nele, conhecemos os Jovens de Elite, personagens dotados de poderes extraordinários, alvos da Inquisição que os abomina, taxando-os como demônios que só trazem desgraça para a população.

    Dentre eles, temos o prazer de vislumbrar nossa protagonista, Adelina, uma jovem que assim como muito outros, foi assolada por uma febre mortal que dizimou grande parte da população, e que, ao se ver curada da doença, foi marcada para sempre por uma sequela física, mas também por dons extraordinários.

    No entanto, diferentemente das mocinhas com que estamos acostumadas, ou seja, aquelas que possuem uma história triste e se tornam grandes heroínas no decorrer da estória, fazendo e sendo alvo de grandes feitos, Adelina nos surpreende sendo apenas humana, cheia de defeitos, com pensamentos sombrios, sede de vingança e vontade de estripar aqueles que lhe fizeram mal.

    Nossa heroína não segue os padrões traçados pela sociedade literária, ela foge completamente da normalidade e é isso que chama mais atenção.

    Marie Lu mostra que nem sempre o amor vence as trevas, as vezes ele alimenta nosso lado sombrio, trás a tona nosso EU mais obscuro e possessivo, e Adelina é a prova viva disso.

    Sempre tive noção de que os livros utilizam a nossa realidade como base. Mas é a primeira vez que leio sobre uma anti heroína tão humana, sem máscaras, com sentimentos tão conflitantes e translúcidos como Adelina.

    Não era o que eu procurava mas com certeza se tornou o que eu precisava. Aventura, intrigas, romance e reviravoltas que nos deixam sem fala, Jovens de Elite é com certeza um livro que vale a pena ser conferido.

    Calmaria.

    Essa é a palavra que lhe define.

    Você chegou através de um sonho... E verdade seja dita, não foi meu.No entanto, ao olha-lo pela primeira vez, me encantei de uma forma incondicional.

    Você é aquela paz que todos procuram e poucos conseguem encontrar.

    Você é a certeza de um sorriso singelo, a certeza de um sorriso imenso e coberto de felicidade e mais uma vez, de uma paz abrasadora.

    Gostaria de ter te encontrado muito tempo antes mas, sou grata por você ter aparecido em mais um momento completamente caótico.

    Não nos vemos muito, você não faz tanta questão de ficar comigo, mas assim, do seu jeitinho peculiar, eu te amei, te amo e te amarei, da forma mais literal da palavra.

    Seu jeito livre me encanta, a forma como você ignora a todos e fica com quem você quer ou simplesmente se esconde para não ver ninguém; até mesmo a forma mansa com que você se aconchega em qualquer colo para pedir carinho.

    Mas confesso que quando todas essas coisas acontecem comigo, meu dia se torna completo, o momento simplesmente para e eu sinto que poderia viver ali, para sempre.

    Gostaria que o mundo congelasse só para que eu pudesse te ninar e admirar pela eternidade.

    Obrigada por ser você e sempre você!

    O despertador começa a tocar. São 5:00 horas da manhã. Paro por um segundo, após me espreguiçar inteira, pensando e não pensando "que vontade de simplesmente não levantar".

    Me levanto, acendo a luz, calço os meus chinelos, pego minha toalha e me dirijo ao banheiro. Tomo um banho durante 15 minutos, querendo que fosse 1 hora.

    Saio do banho, me visto e me arrumo bem devagar, assim como todos os dias, pensando o quanto eu simplesmente gostaria de ficar deitado o dia inteiro, e ao mesmo tempo, pensando que eu preciso levantar a cabeça e seguir para mais um dia.

    Tem dias que é tão difícil vestir a máscara da vida. Aquela máscara que vestimos para que todos pensem que estamos bem, estamos felizes e de bem com a vida; que nossa vida amorosa anda de vento e poupa e que nada pode abalar a nossa felicidade.

    Mas ninguém imagina que por dentro estamos um completo caos, digno de Kratos. Me sinto assim todos os dias. Uma grande luta entre não me sentir ingrata por não querer sair para trabalhar e olhar para o rosto das pessoas.

    Tudo se resume a lutar. Lutar para sorrir, lutar para ser feliz, lutar para mostrar que você não se abala ou que é uma grande fortaleza e que ninguém pode te derrubar. Lutar para simplesmente aguentar o dia.

    Vestir a máscara da vida é uma luta diária de sobrevivência, apenas aguardando o momento em que ela vai se derreter na frente de todos.

    Enquanto tomo meu café da manhã fico pensando nas escolhas que eu gostaria de ter, nos momentos que eu adoraria excluir da minha mente, nas experiências que eu gostaria de ter e, principalmente, nas que eu gostaria de esquecer.

    Penso naquelas pessoas que não valiam um segundo do meu tempo e que eu sempre estive lá, sendo gentil e amável. Tentando suprir a incapacidade da pessoa em ser ela mesma.

    Ao sair de casa, penso no quanto eu adoraria apenas chegar exatamente no horário, dar andamento nas pendências do dia e desligar tudo exatamente às 17:48. Será que me sentiria menos engasgada com a vida? Não sei.

    Ao chegar em casa, penso o quanto é difícil ouvir sempre as mesmas ladainhas e ao mesmo tempo, penso o quanto estou sendo horrível por pensar pouco daquelas pessoas que sempre fizeram tudo por mim.

    É uma luta permanecer com a mente 100% ligada.

    E quando eu me deito, penso que é mais uma grande luta dormir pensando em coisas que eu gostaria de esquecer.

    2022, 8 set